Platônico. Não correspondido. Idealizado. Quem nunca teve um amor assim? De tão sonhado, às vezes a gente busca explicação e vê inclusive os defeitos daquele que no segundo atrás era o herói mais que perfeito.
Racionalizamos. Ele me dá atenção. Acho que está afim de mim. Respiro fundo. Não, ele não está afim de mim, eu é que estou carente. Ele me abraça e beija. Deve me desejar. Mas não, o beijo é de irmão. Conversa comigo como se eu fosse a mais inteligente do mundo e que só eu que o compreendesse. Tenho certeza, ele também me ama. Calma. Sou apenas a melhor amiga dele.
Dá até raiva dessa amizade. Melhor seria parar de falar, de ver, de pensar, de querer cuidar. Mas suportarei a distância?
Ah, menino chato! Pentelho! Me deixa de mão! Vai pra lá com seus planos para o futuro... Porque me conta que eu estou neles? Porque me deixa tão confusa e me coloca brigando com os meus próprios princípios? Porque se confidencia comigo? Não quero saber do que aconteceu com você hoje, nem ontem, nem nunca. Me esquece! Pára, por favor, pára de me chamar de irmã do coração! De irmãos já basta os que eu tenho!
“Sempre fui um grande amigo seu Só que não sei mais se assim vai ser”.
Eu queria ter coragem de falar tudo isso. A coragem não é pra dizer essas palavras, você ficar zangado, te magoar. A coragem é para acabar com qualquer elo de ligação entre nós dois. Definitivamente não tenho essa coragem. Agora, nem quero ter. É humilhante diante de toda intensidade desse meu carinho, ter que me contentar com a amizade, o amor fraternal.
Confusão! Ahhhh, minha cabeça dando um nó. Se eu sou essa pessoa tão perfeita pra você, porque só amigos? Que diabos é isso? O que falta? O que falta?
A melhor amiga... Ultimamente ando pesando esse conceito. O que é ser melhor amiga? Acho que nunca vou ter certeza se alguém me considera a melhor amiga. Nem eu sinto a necessidade de ser priorizada, como amiga, por ninguém. Não agora, quando tudo é fluído na minha cabeça. Critico tudo. Critico todos. Confusa! Eu só tenho certeza da qualidade de amiga que me presto a ser, das pessoas que estão comigo naquele momento. Aí sim, sei quando sou o melhor que posso ser e quando sou o pior.
E se eu ligasse agora para a gente comer um sushi? E se eu contasse tudo, ao invés de brigar sem motivo, contasse tudo?
“Nada melhor Que eu deixar você saber Pois é tão triste esconder Um sentimento tão bonito Hoje mesmo vou te procurar Falar de mim Sei que nem chegou a imaginar Que eu pudesse te amar tanto assim”.
Racionalizamos. Ele me dá atenção. Acho que está afim de mim. Respiro fundo. Não, ele não está afim de mim, eu é que estou carente. Ele me abraça e beija. Deve me desejar. Mas não, o beijo é de irmão. Conversa comigo como se eu fosse a mais inteligente do mundo e que só eu que o compreendesse. Tenho certeza, ele também me ama. Calma. Sou apenas a melhor amiga dele.
Dá até raiva dessa amizade. Melhor seria parar de falar, de ver, de pensar, de querer cuidar. Mas suportarei a distância?
Ah, menino chato! Pentelho! Me deixa de mão! Vai pra lá com seus planos para o futuro... Porque me conta que eu estou neles? Porque me deixa tão confusa e me coloca brigando com os meus próprios princípios? Porque se confidencia comigo? Não quero saber do que aconteceu com você hoje, nem ontem, nem nunca. Me esquece! Pára, por favor, pára de me chamar de irmã do coração! De irmãos já basta os que eu tenho!
“Sempre fui um grande amigo seu Só que não sei mais se assim vai ser”.
Eu queria ter coragem de falar tudo isso. A coragem não é pra dizer essas palavras, você ficar zangado, te magoar. A coragem é para acabar com qualquer elo de ligação entre nós dois. Definitivamente não tenho essa coragem. Agora, nem quero ter. É humilhante diante de toda intensidade desse meu carinho, ter que me contentar com a amizade, o amor fraternal.
Confusão! Ahhhh, minha cabeça dando um nó. Se eu sou essa pessoa tão perfeita pra você, porque só amigos? Que diabos é isso? O que falta? O que falta?
A melhor amiga... Ultimamente ando pesando esse conceito. O que é ser melhor amiga? Acho que nunca vou ter certeza se alguém me considera a melhor amiga. Nem eu sinto a necessidade de ser priorizada, como amiga, por ninguém. Não agora, quando tudo é fluído na minha cabeça. Critico tudo. Critico todos. Confusa! Eu só tenho certeza da qualidade de amiga que me presto a ser, das pessoas que estão comigo naquele momento. Aí sim, sei quando sou o melhor que posso ser e quando sou o pior.
E se eu ligasse agora para a gente comer um sushi? E se eu contasse tudo, ao invés de brigar sem motivo, contasse tudo?
“Nada melhor Que eu deixar você saber Pois é tão triste esconder Um sentimento tão bonito Hoje mesmo vou te procurar Falar de mim Sei que nem chegou a imaginar Que eu pudesse te amar tanto assim”.
“Esse amor entrou no coraçãoAgora diz o que é que a gente faz
Pode dizer sim ou dizer não Ser só seu amigo não dá mais”
Eu sei o que aconteceria. Melhor ficar é quieta. Afinal o que espero de um amor que não posso ter de um amigo? Sério, sem sacanagem! É, acho também que hoje posso sobreviver sendo só amiga. Amanhã não sei. Nem ao menos sei se estarei viva, ou aqui nessa cidade, ou alguém novo aparecerá e tudo ficará mais calmo. Todo mundo passa por isso. È banal. Condição para amadurecer. Racionalizando tudo.
Então, seguindo o conselho que não era para mim, deito no sofá e penso, penso, penso, penso, levanto-me, durmo e no outro dia, nada mais na cabeça. Aflição de momento. Infantilidade. Idealização. Meu amigo é um irmão. E tudo se dissipa.. e toda neblina se vai. Tudo claro e simples.
Tudo foi apenas precipitação. Está na hora de acordar...