As vezes a sinceridade não é o que as pessoas esperam ter de quem lhe acompanha. Escolhe-se para quem se conta segredos. Escolhe-se de quem os esconde. Escolhe-se quem deve saber que não querem contar-lhe tais fatos secretos.
Dois podem ser os motivos: Falta de confiança ou desconhecimento da personalidade das pessoas.
Como transmitir confiança? Tudo que contar ficará guardado como uma múmia egípcia. Se o túmulo for profanado, maldições recairão sobre os pentelhudos de plantão. Não existe a menor vontade agora de saber assuntos que os outros não devem saber. Não me interessa guardar detalhes sórdidos ou felicidades proibidas de ninguém. Problemas são seus e não meus e os meus já me bastam para guardar e não dividir com ninguém. De fato, não existe o menor desejo de ser repositório dos ecos dos outros, agüentando os gritos sufocados das angústias dos outros e apenas os repetindo, a fim de ser a válvula de escape dos temores e pesadelos.
Conhecer a reação do ouvinte. Medo das críticas. Quem fala quer ser escutado por alguém que vai baixar a cabeça e confirmar que tudo que foi feito foi certo, bem pensado, planejado, com a intenção correta, nos melhores sentimentos. O problema não está em escutar a contestação, a réplica. Entender é uma coisa, aceitar é outra completamente diferente. Se os amigos que espera sejam apenas aqueles que batam palmas no seu sucesso e na sua queda, coloque um nariz de palhaço, vista seu biquíni de lacinho e vá ser famosa. Caso contrário, enfrente o fato de que você não nasceu programado para acertar sempre, e as vezes é necessário alguém que lhe desperte pro erro que se cometeu sem perceber. A questão não é o medo de ser jogado de encontro com a verdade, mas sim a insegurança de que o que se fez foi certo ou errado.
Conservadora? Quem? Não quer escutar, então não conte. Ou conte pedindo para não escutar. Ou esteja firme da atitude que tomou, incomode a quem quiser incomodar. Ou então pegue uma colher de farinha e engula as porcarias da sua vida como uma espinha de peixe engasgada e eu espero sinceramente que desça rasgando goela a dentro, para aprender a nunca mais deixar tão claro assim que não quer contar nada.
Ninguém é a palmatória do mundo, já dizia um empresário aculá. E ouvido não é pinico, isso dito pela Dona Iraci, entre um gole e outro da pinga da esquina. Não há vocação nenhuma para ser padre e a mesa de bar em ser confessionário. Confessionário só dá ibope no Big Brother.
Mas o que realmente ocorre é que a amizade se estabeleceu por que havia motivos para isso. Simples assim. A conversa é agradável, os interesses se complementam, não há competitividade, fica-se feliz com simples fato da pessoa está também feliz. E se sente à vontade para conversar, dando a liberdade para o amigo de verdade falar com SINCERIDADE antes de tudo. É a certeza que quem está do lado é uma pessoa que realmente se preocupa com você, quer fazê-la sentir amparada, assim, como se não estivesse sozinha, tendo apenas o travesseiro para aparar as lágrimas. Contar a sua vida para essa amiga é porque ela não é colecionadora dos detalhes sórdidos da trajetória de qualquer pessoa que seja. É porque o que você faz da sua vida, também atinge a vida dela.
Por último e mais fundamental: não subestime a inteligência. Pensando que está travando uma conversa torta, pode ser que alguém entenda como papo reto, mais daqueles geometricamente ereto. Não atravesse histórias no meio de conversas, não diga sobre ‘aquela pessoa’, ou ‘aquela coisa’, ou sobre ‘aquilo’, só pra deixar bem claro que uma das que desconhecem, teoricamente, o assunto é declaradamente a última pessoa que você deseja que saiba. Não venha com essa prosa meia boca, contando retalhos dos milagres, escondendo o dia, a missa e o santo.
Ninguém é tão vítima quanto parece e nem tão vilão quanto queremos. Se toque! Se manque! Ou então vá se acostumando a não mais ter por perto seu saco de pancadas.
Dois podem ser os motivos: Falta de confiança ou desconhecimento da personalidade das pessoas.
Como transmitir confiança? Tudo que contar ficará guardado como uma múmia egípcia. Se o túmulo for profanado, maldições recairão sobre os pentelhudos de plantão. Não existe a menor vontade agora de saber assuntos que os outros não devem saber. Não me interessa guardar detalhes sórdidos ou felicidades proibidas de ninguém. Problemas são seus e não meus e os meus já me bastam para guardar e não dividir com ninguém. De fato, não existe o menor desejo de ser repositório dos ecos dos outros, agüentando os gritos sufocados das angústias dos outros e apenas os repetindo, a fim de ser a válvula de escape dos temores e pesadelos.
Conhecer a reação do ouvinte. Medo das críticas. Quem fala quer ser escutado por alguém que vai baixar a cabeça e confirmar que tudo que foi feito foi certo, bem pensado, planejado, com a intenção correta, nos melhores sentimentos. O problema não está em escutar a contestação, a réplica. Entender é uma coisa, aceitar é outra completamente diferente. Se os amigos que espera sejam apenas aqueles que batam palmas no seu sucesso e na sua queda, coloque um nariz de palhaço, vista seu biquíni de lacinho e vá ser famosa. Caso contrário, enfrente o fato de que você não nasceu programado para acertar sempre, e as vezes é necessário alguém que lhe desperte pro erro que se cometeu sem perceber. A questão não é o medo de ser jogado de encontro com a verdade, mas sim a insegurança de que o que se fez foi certo ou errado.
Conservadora? Quem? Não quer escutar, então não conte. Ou conte pedindo para não escutar. Ou esteja firme da atitude que tomou, incomode a quem quiser incomodar. Ou então pegue uma colher de farinha e engula as porcarias da sua vida como uma espinha de peixe engasgada e eu espero sinceramente que desça rasgando goela a dentro, para aprender a nunca mais deixar tão claro assim que não quer contar nada.
Ninguém é a palmatória do mundo, já dizia um empresário aculá. E ouvido não é pinico, isso dito pela Dona Iraci, entre um gole e outro da pinga da esquina. Não há vocação nenhuma para ser padre e a mesa de bar em ser confessionário. Confessionário só dá ibope no Big Brother.
Mas o que realmente ocorre é que a amizade se estabeleceu por que havia motivos para isso. Simples assim. A conversa é agradável, os interesses se complementam, não há competitividade, fica-se feliz com simples fato da pessoa está também feliz. E se sente à vontade para conversar, dando a liberdade para o amigo de verdade falar com SINCERIDADE antes de tudo. É a certeza que quem está do lado é uma pessoa que realmente se preocupa com você, quer fazê-la sentir amparada, assim, como se não estivesse sozinha, tendo apenas o travesseiro para aparar as lágrimas. Contar a sua vida para essa amiga é porque ela não é colecionadora dos detalhes sórdidos da trajetória de qualquer pessoa que seja. É porque o que você faz da sua vida, também atinge a vida dela.
Por último e mais fundamental: não subestime a inteligência. Pensando que está travando uma conversa torta, pode ser que alguém entenda como papo reto, mais daqueles geometricamente ereto. Não atravesse histórias no meio de conversas, não diga sobre ‘aquela pessoa’, ou ‘aquela coisa’, ou sobre ‘aquilo’, só pra deixar bem claro que uma das que desconhecem, teoricamente, o assunto é declaradamente a última pessoa que você deseja que saiba. Não venha com essa prosa meia boca, contando retalhos dos milagres, escondendo o dia, a missa e o santo.
Ninguém é tão vítima quanto parece e nem tão vilão quanto queremos. Se toque! Se manque! Ou então vá se acostumando a não mais ter por perto seu saco de pancadas.


